A manifestação "é marca da nossa liberdade. Não vou desistir do diálogo"
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António José Seguro garantiu hoje que não abdicará do "diálogo e bom senso" no que diz respeito às manifestações pela habitação, marcadas pela carga policial contra os manifestantes em Lisboa e no Porto.
"O direito à manifestação é uma marca da nossa liberdade", começou por afirmar o chefe de Estado, acrescentando que a "violência não faz parte da cultura democrática portuguesa".
"É isso que tenho feito desde ontem [domingo] e vou continuar a fazer durante o dia de hoje", disse ainda, no Campus de Carcavelos da Universidade Nova de Lisboa, no concelho de Cascais, distrito de Lisboa.
O chefe de Estado falou brevemente aos jornalistas à saída do Fórum Euro-Américas, depois de, no domingo, ter pedido esclarecimentos detalhados ao Governo e à Provedoria de Justiça, na sequência de novas cargas policiais sobre manifestantes pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto.
"Como é público, desde ontem [domingo] que estou a recolher informações sobre tudo o que se passou, e sobretudo concentrado em que se encontrem vias de diálogo e bom senso para se resolverem estes conflitos", disse.
António José Seguro referiu que é isso que vai "continuar a fazer durante o dia de hoje" e depois afastou-se, em direção ao carro, sem responder a perguntas dos jornalistas.
Recorde-se que António José Seguro conversou na manhã de domingo com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com a provedora de Justiça, Luísa Neto, sobre o que se passou nas manifestações pela habitação.
A comunicação social tentou questionar o Presidente da República sobre a decisão do Tribunal Administrativo de Lisboa, que autorizou uma manifestante a permanecer de madrugada no Rossio, em Lisboa, com uma tenda até 24 de novembro, considerando que o limite das 00h30 para manifestações não é "absoluto e automático".
O Presidente da República vai presidir hoje à tarde a uma reunião do Conselho de Estado sobre coesão social, tema em relação ao qual também já ouviu os partidos, no atual contexto de manifestações pelo direito à habitação em que se repetiram cargas policiais.
No domingo, o chefe de Estado pediu ao Governo e à Provedoria de Justiça "informações e esclarecimentos, com todo o detalhe, sobre o que se viveu esta madrugada nas manifestações em Lisboa e Porto e o que está a passar-se com os manifestantes detidos e com todas as pessoas feridas".
Mais tarde, fonte oficial da Presidência da República disse à Lusa que António José Seguro já tinha conversado, durante a manhã, com o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e com a Provedora de Justiça, Luísa Neto.
Em reação a anteriores intervenções policiais sobre manifestantes pelo direito à habitação, o chefe de Estado declarou que não gostou do que viu e apelou à procura de soluções com urgência para a habitação, através do diálogo, sem recurso à violência.
[Notícia atualizada às 11h26]
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