CEO do BPI defende industrialização da construção
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O presidente executivo do BPI defendeu hoje a industrialização da construção como uma das soluções para a crise da habitação, apelando também a uma ação concertada entre o Estado e o setor privado.
Questionado, na apresentação de resultados em Lisboa, sobre que soluções poderiam ser aplicadas para a crise da habitação, João Pedro Oliveira e Costa apontou que esta tem de ser das primeiras prioridades do país e com medidas concretas, como a industrialização da construção.
Para o responsável, esta solução "tem imensas vantagens", porque permite construção muito mais barata e "há várias empresas portuguesas com dimensão para o fazer e consegue-se fazer em tempo".
No que diz respeito ao tipo de pessoas que são necessárias para a concretização, estas são muito mais qualificadas disse, pelo que seria possível, por exemplo, ir buscar portugueses engenheiros, sem ter necessidade de importar mão-de-obra indiferenciada do exterior.
Outra medida para permitir desenvolver o setor seria detetar os solos e as zonas onde essa mesma construção vai ocorrer, com o responsável a antecipar que o BPI irá dar um contributo nesta matéria de identificação de zonas de crescimento das cidades, mas sem adiantar mais detalhes por agora.
Esta industrialização deveria surgir também com incentivos às empresas, sugeriu, com garantias para que o investimento seja feito depressa.
Neste tema, Oliveira e Costa defendeu ainda a necessidade de uma ação concertada, apontando que é necessário "juntar desde os partidos da oposição até por quem está no Governo, passando pelas autarquias e depois pelo setor privado".
Para o presidente do BPI, do lado do Governo, deveria ser tomada a iniciativa de chamar os principais atores e montar um plano, que tem que ser curto já que se vive uma "situação de urgência", concluiu.
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