China reforça segurança em Shenzhen antes da cimeira de líderes da APEC
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As autoridades da província chinesa de Guangdong (sudeste) anunciaram hoje um reforço da presença policial, dos controlos de segurança e das restrições à utilização de drones em Shenzhen, que acolhe este mês a cimeira de líderes da APEC.
A polícia provincial anunciou a entrada na fase final do dispositivo de segurança, que prevê a mobilização de agentes de diferentes localidades para apoiar as operações em Shenzhen e a ativação de um nível elevado de vigilância em toda a província, que tem cerca de 128 milhões de habitantes.
As medidas foram acordadas durante uma reunião realizada no domingo pelo Departamento de Segurança Pública provincial, segundo a imprensa local.
O plano prevê o aumento das patrulhas e da presença policial nas ruas, o reforço da proteção de instalações consideradas sensíveis e o endurecimento das inspeções aos serviços de entregas, ao transporte de mercadorias e aos materiais perigosos ou explosivos.
As autoridades vão também estabelecer postos de controlo em redor de Shenzhen e noutros pontos da província, visando detetar possíveis ameaças antes de estas chegarem à cidade anfitriã.
A polícia anunciou ainda um reforço da vigilância do espaço aéreo a baixa altitude, com restrições à utilização de drones.
Os preparativos incluem alterações à mobilidade urbana durante a semana da cimeira, entre 16 e 20 de novembro, período em que as autoridades locais recomendam o teletrabalho, horários de trabalho alternativos e a redução da utilização de veículos particulares.
Shenzhen vai oferecer descontos de 50% nas tarifas do metro e dos autocarros, enquanto os organismos públicos e as empresas estatais vão reduzir temporariamente a circulação de veículos oficiais, com exceções para os serviços essenciais.
A cimeira da Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC), que reúne 21 economias da região, contará com a participação de dirigentes internacionais, incluindo os presidentes da China, Xi Jinping, dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin.
O encontro será marcado pelas tensões comerciais internacionais e pelas conversações sobre uma possível reunião trilateral entre os três líderes para abordar questões como a guerra na Ucrânia e o desarmamento nuclear.
Embora Moscovo e Washington tenham manifestado disponibilidade para esse encontro, Pequim ainda não confirmou oficialmente a sua realização.
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