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Coreia do Norte lança mísseis de cruzeiro estratégicos

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                    Coreia do Norte lança mísseis de cruzeiro estratégicos
Coreia do Norte lança mísseis de cruzeiro estratégicos (Foto: Reprodução)

A Coreia do Norte realizou um teste de mísseis de cruzeiro estratégicos, informou hoje a agência oficial do regime comunista, poucos dias após Pyongyang fazer testes semelhantes com armas de submunições.

 

O ensaio, que decorreu na segunda-feira, permitiu "aperfeiçoar a capacidade de realizar um ataque vertical contra o alvo, melhorando a maneabilidade terminal do míssil de cruzeiro", segundo a agência oficial KCNA.

"A ogiva de dispersão, de tamanho médio, montada no míssil de cruzeiro, é capaz de reduzir a cinzas uma área de cinco a seis hectares na sua potência máxima", adiantou.

Ao contrário dos testes com mísseis balísticos, os testes com mísseis de cruzeiro não estão sujeitos a sanções.

A vizinha Coreia do Sul não anunciou os exercícios norte-coreanos realizados no domingo nem na segunda-feira.

O porta-voz do Estado-Maior Conjunto sul-coreano, Jang Do-young, afirmou na segunda-feira aos jornalistas que "fazer ou não um anúncio depende de uma avaliação militar aprofundada, que tenha em conta a proteção dos meios e capacidades de vigilância e reconhecimento, a segurança operacional e outros fatores".

"O nosso exército não anuncia todos os projéteis disparados pela Coreia do Norte", resumiu.

Pyongyang realizou vários testes nas últimas semanas, que vão desde drones de ataque e torpedos a mísseis hipersónicos e armas de fragmentação.

A agência noticiosa oficial norte-coreana informou anteriormente que um ensaio realizado no sábado visou avaliar a "adaptação ao combate e a potência" de uma ogiva de fragmentação para mísseis balísticos, que seria "capaz de reduzir a cinzas uma área-alvo de 12 a 13 hectares com a sua potência de máxima densidade".

O teste ocorreu depois de, na quinta-feira, o exército norte-coreano ter lançado mais de 10 mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, num contexto de crescente tensão com Seul, após a explosão de duas minas na fronteira, em setembro, que feriram três militares sul-coreanos.

O Governo sul-coreano acusou Pyongyang de ter colocado os explosivos do lado sul da Linha de Demarcação Militar, a fronteira de facto entre os dois países, e enviou, na semana passada, uma carta de protesto ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A Coreia do Norte negou qualquer envolvimento no incidente e acusou Seul, perante o Conselho de Segurança, de deturpar as circunstâncias da explosão, alegadamente para dificultar os trabalhos de fortificação da fronteira.

A China apelou na segunda-feira a uma solução pacífica para as tensões na península coreana, após a Coreia do Norte ter realizado, no sábado, um ensaio com uma ogiva de fragmentação destinada a mísseis balísticos.

A porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros chinês Mao Ning afirmou, numa conferência de imprensa, que Pyongyang "expressou em várias ocasiões a sua posição relativamente às recentes movimentações militares dos Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul".

"Esperamos que as partes enfrentem as causas profundas da questão da península coreana, mantenham a orientação geral de uma solução política e desenvolvam esforços para reduzir as tensões e preservar a paz e a estabilidade regionais", declarou Mao.

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