Coreia do Sul inaugura Quartel-General de Drones para reforçar defesa
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O Ministério da Defesa da Coreia do Sul inaugurou hoje o novo Quartel-General de Drones, no âmbito dos planos para formar centenas de milhares de militares e expandir a utilização destes sistemas perante as ameaças de Pyongyang.
"O Quartel-General de Drones da Defesa irá liderar o desenvolvimento do combate e a inovação tecnológica e operacional nas áreas dos drones e dos sistemas antidrones ao nível da defesa nacional", afirmou o ministério em comunicado.
O Ministério da Defesa sul-coreano indicou que a criação deste centro servirá para acelerar o desenvolvimento de sistemas de drones, "tendo em conta as recentes tendências dos conflitos armados e os avanços tecnológicos", numa referência às guerras na Ucrânia e no Médio Oriente, onde a utilização de veículos aéreos não tripulados se tornou prevalente.
Em particular, Seul vai criar um sistema de certificação militar para aeronaves não tripuladas que permita a "aquisição estável e a operação eficiente de drones militares".
A inauguração do Quartel-General surge na sequência dos planos da Coreia do Sul, revelados em julho passado, para formar 500 mil soldados na operação de drones e adquirir 20 mil veículos aéreos não tripulados de baixo custo.
A Coreia do Norte também está a desenvolver as suas capacidades aéreas não tripuladas, o que constitui uma ameaça para Seul, afirmou em julho o ministro da Defesa sul-coreano, Ahn Gyu-baek.
Ainda na passada quinta-feira, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, assistiu a uma demonstração de armamento que incluiu testes de drones, mísseis de cruzeiro e lançadores múltiplos de foguetes de grande calibre, no mesmo dia em que Seul detetou o lançamento de mais de dez mísseis balísticos norte-coreanos, num contexto de recentes tensões entre as duas Coreias.
Kim instou igualmente que fosse dada prioridade ao aperfeiçoamento das tecnologias de aeronaves não tripuladas, à sua integração com inteligência artificial (IA) e ao reforço das suas capacidades operacionais no âmbito da modernização militar, segundo a agência estatal norte-coreana KCNA.
Os dois países, tecnicamente ainda em guerra, atravessam um período de agravamento das tensões na sequência da explosão de duas minas na fronteira intercoreana, em setembro, incidente que feriu três soldados sul-coreanos.
Seul acusa Pyongyang de ter colocado os explosivos do lado sul da Linha de Demarcação Militar, a fronteira de facto entre os dois países, enquanto a Coreia do Norte nega qualquer envolvimento e acusa o Sul de deturpar os factos.
Neste contexto, o Serviço Nacional de Informações da Coreia do Sul advertiu na véspera que está a monitorizar um possível destacamento de lançadores múltiplos de foguetes norte-coreanos junto à linha divisória.
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