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Corticeira Amorim regista queda de 22,4% no lucro até setembro

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                    Corticeira Amorim regista queda de 22,4% no lucro até setembro
Corticeira Amorim regista queda de 22,4% no lucro até setembro (Foto: Reprodução)

O lucro da Corticeira Amorim caiu 22,4%, para 35,447 milhões de euros, nos primeiros nove meses face ao período homólogo, penalizado por encargos com a reestruturação do segmento de pavimentos e com o ajustamento dos custos.

 

 
"Após resultados atribuíveis aos interesses que não controlam, a Corticeira Amorim encerrou os primeiros nove meses de 2026 com um resultado líquido de 35,4 milhões de euros (45,68 milhões de euros nos primeiros nove meses de 2025), refletindo o impacto de custos não recorrentes relacionados com a implementação da reestruturação do segmento de pavimentos da Amorim Cork Solutions e com iniciativas de ajustamento da estrutura de custos aos atuais níveis de atividade", lê-se num comunicado enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Considerando apenas o terceiro trimestre deste ano, o lucro da Corticeira Amorim aumentou 16,2%, para 10,277 milhões de euros, face 8,844 milhões de euros do mesmo período de 2025.

De janeiro a setembro, as vendas consolidadas da empresa de Mozelos, Santa Maria da Feira, somaram 647,66 milhões de euros, uma redução de 4,3% face ao período homólogo.

Segundo a Corticeira, esta evolução "reflete menores volumes em todas as Unidades de Negócio (UN) e um 'mix' de produto desfavorável, particularmente na Amorim Cork, que continuou a ser penalizada pelo contexto adverso de mercado".

As vendas foram também afetadas pela depreciação do dólar, sendo que, excluindo este efeito, a redução teria sido de 3,7%.

Até setembro, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) consolidado totalizou 113,523 milhões de euros, menos 3,4% face aos 117,575 milhões do período homólogo, "marcado pelo impacto da deterioração do 'mix' de produto e da desalavancagem operacional".

"Por outro lado, a evolução dos preços de consumo de matérias-primas cortiça e o rigoroso controlo dos custos operacionais permitiram compensar estes efeitos, sustentando a margem EBITDA consolidada em 17,5%, em linha com a registada no período homólogo (17,4%)", acrescenta a corticeira.

Segundo detalha, a Amorim Cork Solutions apresentou "um desempenho positivo" no período, as respetivas vendas a crescerem 1,3%, apesar do impacto negativo da depreciação do dólar, "impulsionadas pela evolução dos segmentos aeroespacial, selagem e aplicações desportivas".

A expansão da respetiva margem EBITDA para 14,2% (contra 10,0% no período homólogo) é sobretudo atribuída à "evolução do 'mix' de produto, beneficiando também da redução dos custos operacionais e dos preços de consumo das matérias-primas cortiça".

No final de setembro, a dívida remunerada líquida da Corticeira Amorim ascendia a 55,978 milhões de euros, menos 19,9 milhões do que no final de 2025, apesar do pagamento de 46,6 milhões de euros em dividendos, do investimento de 23,1 milhões em ativo fixo, das aquisições realizadas no valor de 18 milhões de euros e dos nove milhões de euros aplicados na execução do programa de recompra de ações.

Citado no comunicado, o presidente e presidente executivo (CEO) da Corticeira Amorim considera que a empresa apresentou até setembro "um desempenho robusto", com "margens resilientes e um balanço sólido".

"Apesar de a contração do consumo de vinho parecer estar a abrandar, não é expectável uma recuperação significativa no curto prazo e, como tal, adotamos uma abordagem pragmática, ajustando o negócio às atuais condições de mercado, simplificando processos de decisão, promovendo a eficiência operacional, reforçando a competitividade dos nossos produtos e orientando o portefólio para produtos mais diferenciadores, assentes na cortiça e de maior valor acrescentado", afirma António Rios de Amorim.

Segundo o CEO, a corticeira continua focada "nas áreas com maior potencial de crescimento e rentabilidade", direcionando os investimentos e recursos "para segmentos de maior valor acrescentado e com perspetivas de desenvolvimento atrativas".

"Reforçámos a nossa presença nos Estados Unidos através da criação da 'joint venture' Scott Premium Closures e da abertura de uma filial da Amorim Top Series no Kentucky, concluímos a aquisição de posições minoritárias em empresas já controladas e demos continuidade à transformação do negócio de pavimentos", concretiza.

"Exploramos igualmente outras oportunidades de crescimento, nomeadamente através de parcerias internacionais que possam contribuir com conhecimento, escala e acesso a novos mercados, acelerando a criação de valor sustentável no longo prazo", acrescenta.

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Lusa | 10:19 - 14/10/2026

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