cover
Tocando Agora:

Israel. Likud critica comissão eleitoral por rejeitar hipótese de fraude

...


                    Israel. Likud critica comissão eleitoral por rejeitar hipótese de fraude
Israel. Likud critica comissão eleitoral por rejeitar hipótese de fraude (Foto: Reprodução)

O partido do primeiro-ministro israelita criticou hoje o presidente do Comité Central de Eleições por ter rejeitado a tese de fraude eleitoral, embora admitindo uma possível ingerência estrangeira na votação de 22 de outubro.

 

"Resulta muito desconcertante que o juiz [Noam] Solberg afirme tratar-se de suspeitas muito graves de financiamento estrangeiro e, ao mesmo tempo, determine antecipadamente que estas não têm influência nos resultados eleitorais", denunciou o Likud.

Solberg assumiu a posição "antes mesmo de ter concluído a investigação" às denúncias de ingerência estrangeira nas eleições, disse o Likud num comunicado divulgado através das contas de Benjamin Netanyahu nas redes sociais.

A formação de direita liderada pelo primeiro-ministro, que venceu as eleições sem maioria, insiste que a alegada interferência favoreceu o partido árabe Raam, atualmente numa posição-chave para definir o próximo Governo de Israel.

O Likud insistiu que o bloco liderado por Netanyahu ficou a "4.612 votos de que um mandato passasse do Raam" para a coligação de direita.

"Teria mudado por completo os resultados eleitorais e o mapa político", afirmou no comunicado citado pela agência espanhola EP.

O Likud reiterou a exigência de uma "investigação rápida e exaustiva para preservar a transparência das eleições para o Knesset [parlamento] e a soberania do povo".

"Até que se conclua a investigação, uma sombra negra paira sobre os resultados eleitorais em Israel", acrescentou.

A vitória sem maioria de Netanyahu complicou a formação do executivo para o atual primeiro-ministro, que, à partida, não tem mais partidos com que possa negociar, além dos da extrema-direita que já integram o Governo.

As denúncias sobre uma possível fraude para beneficiar o Raam apoiam-se em declarações de Solberg sobre a alegada participação de atores estrangeiros, que teriam subornado eleitores para favorecer partidos árabes.

O Comité Central de Eleições de Israel rejeitou as acusações de fraude generalizada no ato eleitoral, assegurando que a integridade da votação esteve rigorosamente protegida e não havia fundamento "para alegar violações sistemáticas".

Nas eleições de terça-feira passada, o bloco de Netanyahu elegeu 53 deputados contra 48 do campo da oposição, ficando aquém dos 61 assentos necessários para garantir a maioria no parlamento.

Leia Também: Lieberman apoia Eisenkot e facilita formação de Governo israelita

Fale Conosco