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Polícias aceitam (e usam) cravos durante protestos em Lisboa e Porto

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                    Polícias aceitam (e usam) cravos durante protestos em Lisboa e Porto
Polícias aceitam (e usam) cravos durante protestos em Lisboa e Porto (Foto: Reprodução)

Vários agentes da Polícia de Segurança Pública (PSP), que viagiavam as manifestações pelo direito à habitação, nos últimos dias, em Lisboa e Porto, colocaram cravos vermelhos nas fardas visíveis a toda a gente.

 

No sábado, 31 de outubro, na Invicta, onde as acampadas começaram, um grupo de estudantes universitários distribuiu cravos aos polícias que estava na Praça D. João I. Alguns aceitaram, timidamente, como é possível ver nas imagens partilhadas pela SIC Notícias.

Outros, como a subcomissária Eduarda Fã, colocaram a flor ao ombro, bem à vista, como conta Miguel Carvalho, na sua coluna de opinião, na TSF.

Já na noite desta segunda-feira, 2 de novembro, no Rossio, em Lisboa. Cerca de 5 a 6 polícias repetiram o gesto, como foi possível ver em vários canais de televisão, incluindo RTP1 e SIC Notícias.

De acordo com este último canal, uma florista, que se encontrava a distribuir cravos vermelhos pelos manifestantes, deu também flores aos jornalistas e aos agentes que ali estavam e estes pegaram nos cravos e colocaram nas fardas.

O que o gesto destes agentes significa é para já desconhecido. O que se sabe é que o cravo vermelho é símbolo da liberdade, da Revolução de Abril.

Recorde-se que no dia 25 de Abril de 1974, os militares colocaram os cravos vermelhos - oferecidos por Celeste Caeiro - nos canos das suas espingardas como sinal de que não queriam disparar e que a mudança de regime seria pacífica, sem recurso a violência em massa.

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